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Inflação explode e governo ignora a crise

  • Foto do escritor: Mauricio Marcon
    Mauricio Marcon
  • 17 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

A inflação oficial de fevereiro foi de 1,31%, a maior para o mês em 22 anos. Um desastre anunciado. Em janeiro, o governo e seus porta-vozes na mídia tentaram vender o índice de 0,16% como a menor inflação desde o Plano Real. No dia 12 de fevereiro, denunciei na tribuna que isso não passava de manipulação da opinião pública.


O governo Lula rapidamente transformou a estatística em manchete: "Brasil registra menor IPCA para janeiro desde o Plano Real". Mas bastava olhar os números para enxergar a verdade. A "queda" veio de um desconto artificial na conta de luz: o bônus da Itaipu, que reduziu a fatura em R$ 16,66 na média. Sem inflação real de janeiro seria de 0,71% - anualizada, quase 9%.


E o que aconteceu em fevereiro? O bônus sumiu e a conta de luz voltou ao normal, puxando a inflação para cima. Nenhuma surpresa. Inflação alta não é acaso, mas o reflexo de um governo que gasta sem controle, solta declarações desastrosas e empurra o dólar para perto de R$ 6, criando um efeito dominó que encarece tudo.


No fim das contas, quem mais sofre são os mais pobres. Nos últimos seis meses, a inflação dos alimentos bateu 6,1% - anualizada, chega a 12,6%. O básico está cada vez mais inacessível para milhões de famílias. Mas, segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, os preços já estão caindo nos supermercados. Percebe-se que o Ministro não tem o hábito de ir ao supermercado. Basta ir às compras para perceber que a inflação dos alimentos não dá sinais de desaceleração.


Fica claro que esse governo não tem ideia do que acontece no país. Enquanto o poder de compra se deteriora, seus ministros soltam frases desconectadas da realidade, tentando convencer a dona de casa de que sua vida está melhor do que realmente está.


Esse é o governo Lula: finge se preocupar com os pobres, mas destrói seu poder de compra com políticas econômicas desastrosas. E não há nenhum sinal de mudança nessa rota. O resultado? Dívida alta, juros altos, inflação alta, renda em baixa - essa é a única entrega garantida pelo governo.


(Artigo publicado no Jornal do Comércio, na edição de 17 de março de 2025.)


 
 
 

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